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Almada, 04 de Julho (2011) - O Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, em colaboração com o Laboratório de Patologia Clínica do HGO e do Laboratório de Mecânica Estrutural da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, está a desenvolver, em fase piloto, um implante inovador que permite simultaneamente estabilizar os segmentos ósseos em caso de fracturas, fragilidade ou perda óssea e prevenir ou tratar a infecção. 

 
Trata-se de uma cavilha (haste metálica que é colocada no canal medular dos ossos longos) que possui no seu interior um cimento impregnado com antibióticos que são libertados localmente em altas concentrações enquanto a cavilha estiver implantada, evitando ou tratando as infecções em doentes de alto risco com fracturas expostas de ossos longos assim como outras patologias complexas.
 
O implante inovador, que ainda não se encontra disponível no mercado, resulta de um trabalho preliminar de investigação de mais de dois anos desenvolvido por uma equipa liderada pelo médico Nuno Craveiro Lopes, Director do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do HGO, que tem aplicado este tratamento em doentes em que os métodos tradicionais apresentam alto risco de infecção.
 
Além de libertar maior dose de antibiótico e ser mais robusta, a cavilha SAFE DualCore Universal pertence a uma nova categoria de dispositivos, chamados implantes biologicamente activos, que poderão no futuro, além de evitar a infecção, promover o tratamento da dor pós-operatória, a mais rápida consolidação do osso e o tratamento de tumores malignos.
 
Segundo Nuno Craveiro Lopes, a próxima etapa deste projecto, ainda em fase piloto, será a “realização de um estudo prospectivo e aleatório em fracturas expostas, para demonstrar com dados baseados na evidência que esta cavilha que permite encavilhamento imediato é melhor do que o método alternativo (acamação até encerramento das feridas seguido de encavilhamento com antibioteratia sistémica prolongada) ”. 
 
O tratamento da infecção óssea é um desafio para o cirurgião ortopedista e um processo difícil para o doente. Só em Portugal, estima-se que, por ano, cerca de 1000 a 2000 procedimentos cirúrgicos ortopédicos se compliquem com infecções, nomeadamente aqueles em que são utilizados implantes artificiais, vindo a necessitar cirurgias complexas múltiplas e longo tempo de recuperação, não sendo raro acabarem em perda funcional acentuada do doente.
 

Para mais informações contactar:
Gabinete de Comunicação e Imagem
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Tel.: +351 212 726 703 / Fax: +351 212 957 004

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